Não vou perder meu tempo falando sobre o rumo da violência no nosso País. Também não vou botar a culpa no governo, na polícia, sequer vou falar em culpa. Eu quero falar de tristeza. Ontem à noite, eu dormi com a tv ligada. O controle remoto fica andando pela minha cama no movimento do meu sono cada vez mais inquieto. E hoje de manhã, acordei com uma voz de mulher. Era uma apresentadora de um primeiro telejornal da manhã. Estava falando de uma moça de 18 anos que tinha passado à noite como refém do namorado na farmácia onde ela trabalhava. Ainda estava sonolenta quando veio outra, ou outro, repórter falando ao vivo do local. A moça ainda estava nessa situação.
Viro pra lá, viro pra cá, resolvo levantar, tomar um banho e começar meu dia que já teria como café da manhã uma terrível enxaqueca. Não me preocupei mais com a moça. Estava certa de que aquilo se resolveria. Não porque eu seja otimista, pelo contrário, sou daquelas que diz que o copo está meio vazio. Mas achei que se resolveria porque apesar daquilo ser real( e não vou discutir sobre a noção de real, por favor, não pe hora), parece ficção, parece continuação da sessão de filmes da madrugada. Ah, coisas de minha cabeça sonolenta às 7 da manhã.
Mas agora à noite, vendo o último telejornal, veio a nótícia: a moça morreu. O namorado dela atirou em sua cabeça e depois se matou. Ela ainda foi socorrida, mas não resistiu. Coincidentemente (ou não) o Post aí de baixo já era um aviso. Fiquei chocada, perplexa e triste, muito triste. Ela só tinha 18 anos. Hoje, eu não sei como vou dormir...
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